APAE Limeira alerta para riscos do álcool durante a gestação

No Dia Mundial da Síndrome Alcoólica Fetal, celebrado em 9 de setembro, entidade reforça ações de prevenção e conscientização

Hoje, 9 de setembro, é o Dia Mundial da Síndrome Alcoólica Fetal (SAF), data dedicada à conscientização sobre os riscos da exposição do bebê ao álcool durante a gestação. A APAE Limeira, por meio do Centro de Ações Preventivas (CAP), reforça a importância da informação para evitar uma condição que pode provocar consequências permanentes no desenvolvimento da criança.

De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Pediatria, estima-se que 15% das gestantes brasileiras consumam bebidas alcoólicas. O índice supera a prevalência nas Américas, de 11,2%, e a média mundial, de 9,8%. O aumento do consumo de álcool entre mulheres em idade fértil também preocupa especialistas e reforça a necessidade de ações preventivas.

Para Luciana Lavoura, coordenadora do CAP APAE Limeira, ainda existe a percepção equivocada de que pequenas quantidades de álcool não oferecem riscos durante a gravidez. “Não existe uma dose segura de álcool na gestação. O álcool atravessa a placenta e chega ao bebê, que ainda não possui capacidade para metabolizá-lo como um adulto. Por isso, mesmo o consumo considerado pequeno pode representar um risco”, explica.

A exposição pré-natal ao álcool pode causar alterações no crescimento, malformações congênitas e prejuízos no desenvolvimento neurológico, cognitivo e comportamental. O consumo também oferece riscos à própria gestante, como diminuição dos reflexos, aumento da acidez gástrica, maior risco de broncoaspiração e alterações no apetite. “O álcool ainda pode interferir na nutrição da gestante e provocar constrição dos vasos da placenta, o que dificulta a passagem de nutrientes e oxigênio para o feto”, reforça Luciana.

Bebidas “zero álcool” não são recomendadas

A recomendação de abstinência também vale para bebidas classificadas como “zero álcool”. Pela legislação brasileira, esses produtos podem conter até 0,5% de álcool em sua composição. Estudos internacionais também identificaram produtos com concentração de etanol superior à indicada nos rótulos.

O mesmo cuidado se aplica ao kombucha, bebida fermentada que pode apresentar álcool em sua composição, sobretudo quando os processos de produção e armazenamento não são adequados. Por precaução, o consumo também é contraindicado durante a gestação.

Para Luciana, a prevenção depende do acesso à informação. “Quanto mais mulheres, famílias e profissionais compreenderem os riscos da exposição ao álcool durante a gestação, maiores são as possibilidades de evitar uma condição que pode trazer consequências para toda a vida”, destaca.

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